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Empreender por necessidade estimula inovação e é saída para desemprego no pós-pandemia

Cerca de 29 milhões de pessoas estão com dificuldades de conseguir trabalho no Brasil. Busca pela sobrevivência estimula novos negócios no país

Com uma crise de coronavírus, uma tendência é que a situação econômica das pequenas e médias empresas se agrave ainda mais. Os negócios tradicionais das mais diversas cidades vêm fechando como portas, em muitos casos, não há nenhum incentivo econômico para combater uma crise. A consequência de tudo isso, é que muitas pessoas estão perdendo emprego. No entanto, novas idéias têm surgido na pandemia e podem trazer alterações

A situação econômica pode se agravar em um piscar de olhos, já em uma pandemia em abril, ou o Brasil teve uma redução de quase 30% na abertura de pequenas empresas. Contudo, o Ministério da Economia leva em conta que esse será o pior ano da história da economia brasileira. Esse mês foi o que mais impactou o mercado de trabalho, mas houve o fechamento de 860,5 milhões de postos de trabalho. Em junho, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou que 28,6 milhões estão com dificuldades para conseguir um emprego.

Apesar do cenário preocupante, os jovens estão aderindo ao empreendedorismo como forma de sobrevivência. Além disso, há startups que se adaptam ao mercado de crises e desenvolvem suas linhas de produção para sobreviver a ele. Em alguns casos, as empresas estão até concentrando-se em produzir equipamentos que auxiliam no combate a covid-19. Por exemplo, alguns negócios têm foco como as ações para produção de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Para especialistas, como as empresas que tiveram que fazer reduções astronômicas em suas equipes, devem passar a contratar prestadores de serviços na tentativa de atender à demanda que está por vir para pós-quarentena. No caso das startups, que cresceram mais de 20 vezes, nos últimos dois anos, o crescimento está ligado à inovação e tecnologia. Em um cenário de pandemia, ou o acesso ao digital virou regra de jogo.

Ponto fora da curva

Com dados tão alarmantes, o empreendedorismo vem aceitando a sociedade brasileira e as pessoas estão sendo obrigadas a virar. Pelo menos é o cenário que vemos no Paraná. Entre janeiro e maio desse ano, o Estado registrou uma abertura de 54.064 novas empresas, um aumento de 27% em relação ao ano passado.

De acordo com a Junta Comercial do Paraná, os dados levam em conta como empresas que foram abertas e como foram fechadas. O número de novas ficou em 78.046, em relação a 76.537 no mesmo período no ano passado. O número de empresas baixas em 2020 é 23.982, com 33.897 em 2019. Até o momento, não havia nenhuma característica específica do Estado, que mostre essa mudança radical, mas muitas pessoas estão aderindo ao digital, para interromper o exercício.

Startups na pandemia

Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), já são mais de 12700 empresas desde 2011 – esse é o número 600. As startups estão presentes no nosso dia a dia, nas ferramentas de comunicação, nos smartphones, no caso, se uma empresa formular soluções inovadoras para um problema, com juros baixos, ou o investimento de risco se tornar vantajoso para os investidores.

No início do ano, o Brasil já possuía 11 empresas que atingiram o valor de mercado maior do que R $ 1 bilhão. Só que com pandemia de coronavírus, até as startups mais ricas – chamadas de unicórnios – também tiveram as férias coletivas para seus empregados, com o objetivo de cortar custos.

No mundo, são 393 startups que já podem ser classificadas como unicórnios. Os investimentos que se adequem ao momento do mercado, podem ajudar a empresa a crescer em um momento de crise. Especialistas vem sendo unânimes ao afirmar que não há respostas idênticas para todas as empresas em um momento de crise, tudo depende das especificidades de cada uma. Há aquelas com falta de dinheiro no caixa e outras que estão crescendo. No caso, as startups com maior valor de mercado podem investir mais nas vendas e nos próprios serviços.

Reinvenção

Apesar dos aspectos negativos, especialistas dizem que a independência diante de um novo negócio que é aberto em um momento de crise, pode se tornar catalizadora da inovação. Com isso, o fomentar um empreendimento por necessidade de sobrevivência pode ser a oportunidade de novos empreendedores resolverem problemas reais de mercado que poderão vir a ter reflexos no pós-pandemia.

A visão de que a pandemia pode ser classificada como uma oportunidade, é defendida pelo co-fundador da Startlaw, Thales Farias, que acredita que a sociedade não está preparada para crises de grande porte. Contudo, a inovação e as tecnologias podem ser adaptadas em momentos de dificuldades, só assim, a startup pode continuar trabalhando com uma demanda satisfatória de mercado.

Só que para que uma nova empresa possa sobrevoar a novas alturas em um momento de crise, é necessário que ela siga procedimentos específicos que possam evitar que o empreendimento perca valor de mercado. Desde melhorar as relações com os clientes, até utilizar ferramentas para agilizar as devidas demandas, sempre aderindo as ferramentas digitais. Enquanto a pandemia perdurar, a necessidade de reinvenção é cada vez maior, tudo por uma questão de sobrevivência.

Escrito pela Equipe StartLaw.

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