Startups ganham espaço no mercado e ‘arrumam a bagunça’ do judiciário brasileiro

Nos últimos três anos, número de empresas do segmento da tecnologia jurídica triplicou no Brasil e setor deve crescer com a pandemia

Uma das principais contribuições sobre o poder judiciário brasileiro sempre foi a morosidade no julgamento de suas ações. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma média de 100 milhões de processos tramitam todos os anos no Brasil. Com uma carga tão grande de trabalho, uma busca por soluções que agilizam o fluxo de informações entre advogados, clientes e advogados, abrem espaço para novas oportunidades no mercado do direito. É nesse cenário que entra como chama lawtechs ou legaltechs.

O termo lei (lei e jurisprudência) atrelou a tecnologia (empresas) que investem em tecnologia para resolver algum problema ligado ao universo jurídico. No caso do Brasil, como empresas jurídicas e jurídicas são o mesmo tipo de inicialização, esses negócios são divididos em menos de 12 categorias. Entre elas está a automação, gestão de documentos, questões jurídicas, gestão de departamentos jurídicos, atendimento e resolução de conflitos online, entre outros.

De acordo com a Associação Brasileira de Lawtech e Legaltechs (AB2L), o número de empresas do segmento cresceu cerca de 300% desde o ano de 2017. Esse aumento faz com que as startups jurídicas despontem como um dos mais promissores mercados do segmento digital. Vários tribunais por todo o país já têm migrado para processos eletrônicos em todo o Brasil. “Uma quebra de paradigma, algo tão essencial como a justiça pode continuar com a mesma interação, relação, atendimento às empresas, uma tecnologia é uma grande aliada”, esclarece o co-fundador da Startlaw, Thales Farias.
 

Para Thales, uma situação de pandemia de coronavírus deve ser enxertada como um desafio para empresas, que deve procurar reinventar dentro do mercado que ocupa. “Esse serviço vem para trazer um processo de reformulação nos armazéns, mostrando o que algumas ferramentas podem usar para operação ficar maior e mais segura”, explica. A ideia de tornar o trabalho mais prático e produtivo vem envolver interesse do mundo jurídico, portanto, o AB2L já tem mais de 500 associados. 

O novo normal do direito

Essas empresas de tecnologia jurídica são capazes de fornecer softwares, aplicativos e plataformas que podem ser úteis principalmente em casos de tribunais com grandes volumes de processos, como o próprio Supremo Tribunal Federal (STF). Com soluções para melhorar o departamento jurídico, os profissionais do direito podem automatizar a criação de petições, gerar documentos pré-preenchidos e feitos a partir dos dados do próprio cliente. 

De acordo com Thales Farias, uma pandemia de coronavírus mostrada na sociedade não é tão preparada para propor soluções alternativas às dificuldades causadas pelo isolamento social. “Quem aceita uma tecnologia como aliado, passa a ter essa visão de mercado, mostra para clientes que mesmo sem fazer o presencial, sabe capturar conforme a demanda.Com nossa ferramenta de custos, reuniões online, um sistema de segurança na nuvem para documentos, é possível atender a mais clientes com o sistema de otimização ”, ressalta. 

Nos últimos 10 anos, o Conselho Nacional de Justiça registrou um aumento de 50% no número de processos que tramitam no Brasil. O próprio CNJ decide que país vive com um déficit de cerca de 20% no número de juízes no país. A AB2L considera que os trabalhos “menos intelectuais” serão ainda mais delegados a máquinas no futuro. Em nenhum caso, uma pandemia acelera essa mudança, já que alguns computadores estão cada vez mais com capacidade de processamento. Para associação, essas mudanças são uma questão de expansão.

Thales sustenta que a tecnologia pode ser uma grande aliada na pandemia, já que pode atender a mais pessoas em menos tempo. “É aquele conceito do oceano vermelho e azul. No vermelho você tem aquela advocacia tradicional, com muita concorrência e dificuldades. Já não existe um mercado com boas perspectivas e pouco explorado ”. 

Em 2020, um AB2L publicou um estudo sobre o impacto do Covid-19 no mercado jurídico. Uma pesquisa foi realizada em abril com o Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados) e teve uma participação de 649 escritórios de advocacia. No sul do país, funciona 12% dos armazenamentos que utilizam ou levantamento.Para uma associação, os locais que já adotaram os serviços de uma empresa legal tiveram um impacto negativo menor durante uma pandemia, em alguns casos, uma demanda causada. 

Crescimento exponencial 

Um levantamento da empresa de inteligência LawGeek, mostra que somente no ano de 2018, o mercado de empresas legais movimenta mais de US $ 1 bilhão em todo o mundo. Boa parte desse crescimento na área global é determinada por meio de chamada de inteligência artificial (IA). O acordo com a AB2L, os investimentos do setor em 2018, representa mais de 30% do valor estimado para uma área, chegando a US $ 362 milhões. Segundo o LawGeek, esse montante foi superior a todos os investimentos em leis no ano de 2017.
Com isso, alguns serviços de análise avançada, validação de contratos e gerenciamento, podem ser feitos de maneira alinhada com o avanço da tecnologia. No caso, tudo é formulado com baixo custo, de um jeito prático e seguro. Esse ambiente tecnológico vem modificando como relações de trabalho e como advogados chegam para fazer melhorias permanentes no sistema jurídico. “Uma pessoa que se posiciona na vanguarda dessa nova advocacia, que oferece o oferecimento de medidas para o escritório com reconhecimento de realidade e pode melhorar seu serviço”, afirma Thales Farias.

Escrito pela Equipe StartLaw .

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