Empresas devem se reinventar para sobreviver no pós-pandemia

O coronavírus acelerou o processo de digitalização da economia e antecipou o futuro do mercado de trabalho

A pandemia do coronavírus antecipou uma série de mudanças no mercado de trabalho e acelerou um processo que muitos especialistas acreditavam que levaria anos para implementar. Empresas e profissionais de vários ramos já estão reestruturando outros modelos de trabalho, com o objetivo de aprimorar a gestão e a eficiência dos seus colaboradores dentro de casa. O home office veio pra ficar e, nesse momento, o mais importante é que os negócios tenham uma infraestrutura tecnológica que permita o atendimento de maneira ágil e dinâmica. 

De acordo com levantamento da startup Pulses – especializada em clima organizacional – 80% dos brasileiros têm se sentido mais produtivos quando trabalham em casa. Contudo, 21% deles afirmam não estar recebendo a estrutura mínima para um trabalho remoto. A pesquisa foi feita com 89 mil funcionários de 261 empresas. Ademais, os dados mostram que as grandes empresas estão menos preparadas para viabilizar o home office, do que as pequenas e médias. 

A palavra adaptação deve ser considerada chave quando se pensa nas mudanças trazidas pelo coronavírus. Por isso, os negócios devem acompanhar o ritmo das mudanças do mercado e nos hábitos do consumidor. A tomada de decisões deve ser estratégica e qualquer ação deve ser tomada de maneira dinâmica. 

As empresas também podem usar a tecnologia digital como aliada para identificar o perfil do consumidor, assim como os seus hábitos e desejos. Com isso, os negócios devem estar preparados para garantir que as ofertas sejam adequadas as demandas. Além disso, tudo deve estar disponibilizado nos canais digitais. As estratégias possibilitam com que uma possa aumentar a sua produtividade e fazer “mais com menos” receita. A integração entre soluções deve trazer agilidade ao cotidiano dos negócios. 

Outra questão importante é a reinvenção da tecnologia da informação (TI). As mudanças devem ser implementadas de maneira desburocratizada para deixar o processo mais rápido e isso inclui algumas alterações na área de TI. A parceria de grandes negócios com outras empresas consideradas inovadores e confiáveis pode ser uma alternativa para a crise. Já que esse investimento no chamado “Corporate Venture”, pode levar novos projetos para o mercado.

Menos impactados

Muitos especialistas já estão dizendo que os setores mais digitalizados são aqueles que devem ser menos impactados com a quarentena. Em alguns casos, esses negócios podem até vir a recrutar novos colaboradores. Mesmo com a alta do dólar, empresas ligadas a áreas como saúde, varejo e agronegócio são tendência de estabilidade no emprego. No entanto, a recuperação dessas vagas de trabalho depende de fatores como o prazo da suspensão de atividades e do sucesso das políticas públicas de auxílio às empresas. 

Outra questão importante e que pode melhorar a situação das empresas é o uso correto de veículos online e mídias digitais. Com uma exigência cada vez maior por informação ágil e concreta, o material divulgado em plataformas pode tornar o atendimento de um determinado negócio ainda mais dinâmico. 

A tecnologia faz com que muitas pessoas procurem novas formas de trabalhar e de melhorar o rendimento das empresas. Muitos negócios podem aproveitar o momento de mudança e adaptação à tecnologia, para dar maior autonomia para aos seus funcionários. Na maior parte dos casos, o sistema remoto mostra quais são as falhas de cada companhia e onde as empresas precisam investir para otimizar o processo. 

Apesar do trabalho remoto não permitir o contato pessoal das equipes de trabalho, as avaliações de desempenho e as análise de performances são mais frequentes com esse modelo. Além disso, muitas empresas têm investido em um modelo de gestão baseado em dados e no engajamento com colaboradores e clientes, tudo visando a própria sobrevivência.

Contratos eletrônicos 

O investimento em inovação não é mais um diferencial, se tornou essencial para a sobrevivência das empresas no mercado. Além disso, também não é mais exclusividade das startups. As mudanças têm atingido a todas as áreas, uma delas e que atinge vários nichos, está na formalização de contratos. No caso, as assinaturas de documentos eletrônicos ou digitais estão ganhando cada vez mais espaço. 

Essa modalidade sempre esteve presente em algumas áreas, mas ficava restrita apenas a mercados tradicionais que são considerados mais dinâmicos e inovadoras. A população fazer compras na internet com poucos cliques e as vezes até usam a rede para contratar empréstimos. A assinatura de ferramentas ligadas a lazer como a Netflix, acontece de maneira on-line. Contudo, na hora de assinar contratos por meios eletrônicos ou de comprar imóveis, parte da população é receosa. A percepção do cliente pode impedir a utilização desses meios eletrônicos. 

Durante o período de pandemia, o consumidor visa cada vez mais agilidade e praticidade na assinatura de contratos. O avanço dessa tecnologia possibilita a implementação de uma cultura de inovação. Atualmente, até a realização de escrituras públicas sobre a compra e venda de imóveis pode ser feita sem sair de casa. Por fim, qualquer empresa consciente nas mudanças do mercado, pode se adaptar ao “novo normal” que veio pra ficar.

Escrito pela Equipe StartLaw.

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