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Por que as Startups morrem?

Vivemos tempos onde, diariamente, muitas ideias inovadoras estão surgindo em todos os estados do Brasil. Várias pessoas com vontade de empreender e transformar sua realidade – às vezes até o mundo – decidem enfrentar os desafios da vida de um empreendedor.

Em uma rápida pesquisa no Google descobrem o termo Startup e pronto, vislumbram a solução de seus problemas.

A empolgação de início é contagiante! Planejamento, canvas, post-its, anotações, formulários para validar a ideia. Tudo preparado! 

Mas aí vêm o mercado, vem as intempéries e os problemas da vida de um empresário ‘startupeiro’ e, nesse momento, meu amigo, até ateu acaba acreditando em Deus. 

Segundo dados de um relatório publicado, cerca de 65% das causas de falecimento de uma startup se dá em razão de desentendimentos entre sócios/acionistas a respeito de questões que não estavam claramente definidas em algum acordo societário. Outras situações foram trazidas à tona, como a falta de planejamento inicial com relação às obrigações trabalhistas que o empreendimento teria que respeitar, causando impactos financeiros negativos, dificuldade na captação de investimentos pela falta de conhecimento de suas possíveis modalidades e perdas em razão do desconhecimento de regulação específica aplicável ao empreendimento.

Diante de tal cenário, é normal que se questione: como resolver estes problemas?

Pois bem.

Num primeiro momento, há de se elencar a necessidade de se trazer para o core do negócio a assessoria jurídica. De nada adianta uma ideia genial, inovadora, disruptiva e todos os adjetivos sinônimos de ‘inovação’ se a Startup não tem um respaldo legal para funcionar e realizar todas as operações. 

É comum a percepção da necessidade de tais serviços somente quando a ‘água bate na bunda’ e é aí que reside o primeiro passo para não se tornar mais um número dentro das estatísticas de empresas que falecem antes do sucesso. 

Quando se cria a noção de necessidade vital de um acompanhamento jurídico especializado e de qualidade, toda a segurança que está atrelada ao serviço evita perdas monetárias em se tratando de caixa para a sua empresa, e evita perdas de cabelos do empresário em se tratando de stress tentando dirimir essas situações. 

Um contrato bem elaborado com o seu funcionário; um acordo entre os sócios realizado de forma bilateral e com o devido auxílio; uma consulta para descobrir se o seu investimento, nesse momento, deve ser feito por um contrato de Venture Capital ou mútuo conversível; um contrato onde não existem cláusulas abusivas do investidor em face da sua administração: essas são algumas das formas que podem auxiliar a Startup a sobreviver por mais um dia nessa selva que chamamos de ‘economia brasileira’.  

O acompanhamento jurídico não pode ser visto como algo pontual ou excepcional. 

É melhor prevenir do que remediar

São palavras simples, corriqueiras mas que fazem todo o sentido quando estamos falando de empresas as quais estão marcadas pela incerteza e dúvida. Não se pode correr riscos à toa, dar margem para o azar. Ora, triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar.

A Arte da Guerra” é um tratado militar escrito durante o século IV pelo estrategista conhecido como Sun Tzu. O tratado é composto por treze capítulos, cada qual abordando um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional.

Imagine que a jornada da sua Startup desde o começo (me refiro à fase dos post-its) até o sucesso, é como se fosse uma guerra, e pra vencer, além de apoio, você vai precisar de estratégia.

Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças.

SUN TZU
A ARTE DA GUERRA

E então? Vai se preparar para os problemas que virão?

Escrito por Thales Farias.

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