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A crise gera oportunidade!

Mas cuidado com os “vendedores de sonhos”.

Na última década, nós, brasileiros, vivenciamos uma das fases mais delicadas que nossa sociedade já presenciou. 

Aqui vai uma breve contextualizada. Começamos com a história dos 20 centavos. Após, presenciamos o impeachment da então Presidente do país. Em seguida, veio o estouro da operação Lava-Jato que culminou na prisão de um ex-presidente. Foram tantas coisas que aconteceram que nosso âmago como brasileiro, como cidadão, ficou abalado. 

E para piorar a situação, como se não bastasse o golpe que sentimos em ser brasileiro com muito orgulho e com muito amor, a economia restou abalada. Crise. Insegurança financeira. Portas se fechando. Curiosamente, mesmo em meio a tanta tristeza e insegurança, encontramos forças e fomos à luta! 

Digo isso pois, de lá pra cá, surgiram empresas que hoje são avaliadas em valores estratosféricos, as famosas “stratups unicórnios”. 

Vejamos: NuBank: 2 BILHÕES de dólares; PSafe: 1 BILHÃO de dólares; 99 POP: 1 BILHÃO de dólares. 

Com esse sucesso, muitas pessoas enxergam no empreendendorismo uma oportunidade de guinadas em sua vida, uma chance de sair do limbo da incerteza e realizar seus sonhos. 

Mas as pessoas precisam dessa sensação de euforia e conquista o quanto antes, pra ontem. E aí entram as startups e sua realidade acelerada. Tenta-se uma vez. Não deu certo? Segue para a próxima. 

Em meio a essa incerteza, rapidez e agitação do dia a dia de um empreendedor ‘startpueiro’, a sensação de insegurança toma conta do seu psicológico. Apesar de uma grande ideia, inovadora, alguns problemas surgem, dentre eles, problemas jurídicos. 

Perda de dinheiro com contratos mal elaborados, ações trabalhistas, desentendimento entre sócios… São tantas as situações jurídicas que causam problemas para uma startup que, mesmo a contragosto, o empreendedor recorre a um especialista para sanar essas intempéries do direito que assolam sua empresa. 

Mas aí surge outro ponto para atenção: cuidado com os vendedores de sonhos. 

Muitos escritórios se dizem especialistas em startups, afirmam que irão resolver todos os seus problemas, contudo não sabem o que realmente precisam resolver. 

Não adianta títulos e mais títulos de entidades, pós graduações e mestrados quando o que se precisa é a vivência, é a prática, é o que chama-se de “skin in the game”. 

Um bom general é aquele que vai ao campo de batalha com os seus soldados e luta junto na guerra. 

Quando se trata de uma empresa que, por vezes, é como se fosse um filho para o seu dono, todo cuidado é pouco. 

Seguindo na analogia mencionada, imagine se um pai ou uma mãe resolvesse ler todos os livros de “como criar o seu filho” e achasse que está pronto para ser pai. Na primeira situação que os livros não tratassem, o desespero tomaria conta e perder-se-ia o controle. 

É preciso que se rompa esse paradigma da advocacia tradicional. Os novos tempos precisam de novas abordagens. 

Por isso, aos empreendedores, reitera-se: cuidado com os vendedores de sonho. O pesadelo pode vir embalado em um bom discurso. 

Tome cuidado ao escolher quem lhe orienta! Mais do que títulos e condecorações nas paredes do escritório com dizeres impossíveis de entender, é necessário que seja alguém que consiga se comunicar de forma simples, acessível. 

Que saiba o que faz pois já vivenciou suas dores e pode lhe fornecer os medicamentos corretos. 

Já imaginou você, com uma dor de cabeça, tomar um remédio para dor de estômago? Não faz sentido. 

Já diria Maquiavel em sua obra “O Príncipe”, de 1513: “O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta“.

 

Escrito por Thales Farias.

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